Na década de 80, principalmente nos grandes centros urbanos, o país vivia uma efervescência na democracia. Acabávamos de sair de uma ditadura militar e a democracia chegava aos poucos, e todos estavam imbuídos do sentimento político com esperanças renovadoras. Já nas pequenas cidades do interior, principalmente no Nordeste, esse não era o principal interesse da maioria. Nesses ambientes longe das grandes cidades, imperava a vontade de muitos saírem de suas cidades para tentar a vida no Sul e Sudeste do país. O povo vivia um êxodo rural intenso. Hoje esses fatos ficaram na história. Não existe mais quem é interiorano nem o cara da cidade grande. Nem mesmo existe o sentimento político de luta onde ouvíamos traduzido nas músicas de rock, as chamadas bandas de protesto. O que existe hoje é uma dispersão de valores. É por essa dispersividade da opinião que devemos reunir forças para colocar em pauta um debate sério, voltado para o essencial do ser humano que é suas atitudes e posturas revolucionárias. Como diria Mahatma Gandhi " a verdadeira revolução é a que se faz dentro de si mesmo".

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